Pobre do cinza!
Apático, discreto!
Ele nem consegue ser branco e tão menos negro.
Sujeito oculto, agente secreto.
Acredito que escrevo melhor quando estou triste.
Aliás, tenho pensado que apenas escrevo quando estou triste. Talvez quando esteja mais introspectivo apenas.
Hoje estou; por hoje fui!
O dia foi cinza; nem de perto o azulado negro de uma dia de chuva para apagar o fogo do carnaval.
Bem de longe o amarelado do sol imponente que não permite que canto algum fique sem a sua claridade.
O sol por vezes é intransigente. Por horas até. Ultimamente o mesmo tem feito horas extras. Das 05 às 18, vem trabalhando arduamente.
E com esse dia cinza; o que fazer com ele ?
Sem tintas e sem vontade de colorir, fui procurando o segredo das conchas e do barulho confortante que se esvai do mar. As ondas que lambiam os rochedos, hoje lavam as areias.
Levam com elas, não mais o calor, não mais o colorido.
O carnaval acabou, os confetes e serpentinas ficaram no chão, o fogo virou pó e tudo ficou assim; cor de CINZAS.

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