domingo, 29 de agosto de 2010

Como nasce um amor ?

Ficaria até mais bonitinho o título se perguntasse como nasce uma paixão ... vocês podem até discordar.
Enfim!

Amor. Não poderia dar outro nome; não se sabe quando surge, não se consegue ver o seu inicio.
Em algum momento seus olhos brilharam, seu joelho tremeu e seu coração palpitou mais forte.
É inconcebível e irreal pensar na inexistência. Quão triste seria!

Há 100 anos, esse é o sentimento que faz brotar em toda uma nação,  a majestosa FIEL.

Um clube, uma história, duas cores e um propósito: Dar sentido a vida de milhões de torcedores e de apaixonados por  futebol.

O corinthians, em 01.09.1910, surge da união de alguns operários que inspirados na turnê do time inglês Corinthian, resolvem dar o mesmo nome ao Timão.

Fomos o 02º time a permitir jogadores negros e o 01º time a representar a seleção brasileira em um amistoso.

Grandes feitos e muitos títulos.

Acredito que a data que se aproxima, não só orgulha a toda uma nação, como também nos enche de saudosismo.

O quanto já choramos, sorrimos e sofremos.

Ser CORINTHIANO é algo inexplicável. Foge da descrição através de palavras.

 Então, nada mais justo do que dizer que somos uma torcida que tem um time; que o Corinthians, é minha vida, é minha história, é meu amor!

  

sábado, 28 de agosto de 2010

@chei n@ NET

Exclamação!

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.


Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.




Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

The song of the week

Pinto no lixo!!!

Tenho certeza que todos vocês já ouviram essa expressão.

São 13 anos de história, e uma fidelidade maior que qualquer casamento por parte de sua legião de fãs.

Creio que a maior dor desta separação não é entre os integrantes da banda; em todo matrimônio, são os filhos que sempre acabam ficando desamparados.

Somos filhos órfãos. Órfãos e fãs!

Foram 04 Cd´s; e tudo bem que a linha seguida não foi tão linear ao ponto de se chamar de linha.
A banda decidiu em 2007 pela individualidade , e assim, Camelo e Amarante foram em busca de projetos pessoais.

Felizmente e recentemente, foi divulgado na revista Trip que a banda fará uma mini turnê pelo Nordeste.
Salvador, será o último dos três shows.
17 de outubro!
Nada melhor, que pelo menos em uma noite, sonhar que você nunca esteve no orfanato.




Enfim, do 03º CD, trago Cara Estranho, nada melhor do que fugir do comum e ter um sucesso sem refrão!

Cara Estranho

Los Hermanos
Composição: Marcelo Camello

Olha só, que cara estranho que chegou
Parece não achar lugar
No corpo em que Deus lhe encarnou
Tropeça a cada quarteirão
Não mede a força que já tem
Exibe à frente o coração
Que não divide com ninguém

Tem tudo sempre às suas mãos
Mas leva a cruz um pouco além
Talhando feito um artesão
A imagem de um rapaz de bem

Olha ali, quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se encontrar
Será que ele vai perceber?
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder

Talvez se nunca mais tentar
Viver o cara da TV
Que vence a briga sem suar
E ganha aplausos sem querer

Faz parte desse jogo
Dizer ao mundo todo
Que só conhece o seu quinhão ruim
É simples desse jeito
Quando se encolhe o peito
E finge não haver competição
É a solução de quem não quer
Perder aquilo que já tem
E fecha a mão pro que há de vir.

sábado, 7 de agosto de 2010

Quase como Belchior.

Também estive desaparecido!

A diferença é que não possuo dívidas.
Até possuo, porém não ao ponto de sumir e ir viver na terra do nunca sul-americana.

Final de semestre, novo emprego, mudança de livro. Ops, estou confundindo os locais de escrita!
O diário deve ficar em baixo da cama! : )


Me faltou tempo, logo eu,  que gosto tanto de relógios e que sempre acho que ele demora a passar.
Foi uma sobrevivência intensa.
Meu eu resolveu tirar férias dele mesmo.

O bom é que novos  horizontes se abriram.
De janelas antes chuvosas e fechadas, agora abertas , já se vislumbram novos perspectivas.
O vento, já adentra a casa, aquecido por raios de sol.

Retornei das férias e ponto

Que tal uma rapidinha ?

Nota ao pessimismo!


E sem saber que era impossível , ele foi lá e ...

TENTOU!!

Coitado!
Perdeu tempo, despendeu energia e gastou até alguns trocados.


Faça como Lula, pois como o mesmo já disse:

- No nosso governo faremos o que é fácil, porque o que é difícil, é difícil!!!